A Comunicação atualmente desempenha um papel de suma importância para uma empresa. Na década de 80, surgiu um novo conceito de comunicação, a comunicação integrada.
A competitividade fez com que o público consumidor se tornasse mais exigente e para se conquistar a aceitação destes, foi necessário que todas as sub-áreas da comunicação trabalhassem em conjunto. As organizações teriam que fazer algo mais do que divulgar seus produtos e serviços.
A partir desse momento as atividades de comunicação passaram a incorporar os princípios do marketing, pois se tornou indispensável auscultar necessidades e desejos dos seus públicos. A Comunicação Institucional ocupa então um papel de essencial importância dentro das organizações, pela necessidade de se trabalhar com públicos cada vez mais diferentes, devido à segmentação da mídia e da introdução das novas tecnologias.
O comercia da TIM (assista vídeo abaixo) é um exemplo que mostra o porque que as empresas e instituições devem estar antenadas com os meios de comunicação e a forma como eles vêem atuando conjuntamente.
Esse comercial foi criado para ser divulgado na TV. Porém, a própria TIM resolveu colocar o comercial no Youtube.
Uma ação muito interessante, pois possibilita uma maior circulação do produto. Inclusive, através de um meio que possui uma linguagem bem diferente da televisiva, a web.
Na web as pessoas têm uma liberdade para manifestar suas opiniões - e foi exatamente isso que aconteceu. Algumas pessoas comentaram sua satisfação e aprovação da propaganda. No entanto, pessoas insatisfeitas com o serviço da operadora aproveitaram o espaço para colocar a boca no trombone – “não adianta ter propaganda larga, se a mente for estreita”. Os comentários passaram do youtube para o twitter e ganhou uma repercussão ainda maior.
Bom, a idéia foi mostrar o quanto é importante uma organização saber utilizar as diversas ferramentas de comunicação ao seu favor. No caso da TIM, a gramática participativa da web serviu como um feedback dos consumidores dos seus “produtos”. Portanto, profissionais e estudantes de comunicação devem estar atentos as novas tendências e a interatividade proporcionada pelos novos veículos de comunicação.
É o grupo brasileiro mais bem colocado e, dentro das 50 posições divulgadas, somente ele aparece. A primeira colocada mudou. Dessa vez, quem ficou no topo da lista foi o grupo britânico WPP, segundo colocado no ano anterior. O grupo norte-americano Omnicom perdeu a liderança e ainda diminuiu sua receita de US$ 13,6 bilhões para 13,4 bilhões.
Ainda assim pode-se observar a diferença de faturamento entre o primeiro e o vigésimo colocado, mas no geral é muito bom saber que temos uma empresa brasileira entre as melhores do mundo (fato comprovado pelo faturamento).
A mobile internet é a mesma internet que nós conhecemos? Não, não é.
A mobile internet (vulgo internet móvel, em bom português) tem um diferencial que pode (e vai) alterar completamente a sua utilização: a portabilidade.
Nossos aparelhos celulares, principais dispositivos de acesso à internet em um futuro próximo (segundo previsões), não são computadores, apesar de concentrarem várias de suas funções. Vamos às diferenças mais básicas: computadores possuem telas e teclados grandes, acompanhados de conexão rápida (e estável) à internet - o que, segundo John Pettengill, designer de interação da Razorfish, dá lugar a uma internet "desleixada", ou seja, sem maiores preocupação com o caráter sintético de seu conteúdo ou até mesmo da atenção do usuário - já os telefones celulares são exatamente o oposto, têm telas e teclados pequenos (ou minúsculos) e a conexão não possui um nível elevado de qualidade - o que não deixa brechas para desleixos, a informação tem que ser passada de forma objetiva e atraente, ainda que, para isso, os processos comunicacionais sejam simplificados ao máximo.
O que não pode (ou deve) acontecer é que essa informação não seja transmitida - e é exatamente isso que está acontecendo com os mobile websites. Pettengill critica o design atual das páginas para internet móvel, uma miniaturização dos sites "normais" - e a retirada do conteúdo, que possibilita o feito - e põe em pauta tendências para um novodesign voltado à esta "nova"internet.
O European Youth Trend Report (2009) é um relatório que apresenta (algumas) novas tendências de comportamento observadas nos jovens que residem os países do continente europeu. É interessante ver como a utilizaçãoda internet, dos dispositivos móveis e de ambos em conjunto por estes jovens apenas confirma nosso pensamento anterior:
Vamos manter nossa atenção nos fatos que: a internet é o principal passatempo de 67% dos jovens europeus; 70% dos jovens espanhóis fazem o download de filmes completos, enquanto outros 35%alimentam a internet com videoclipes; o nível de intimidade dos jovens com essas tecnologias é tão grande que 12% dos jovens britânicos e 42% da turquia alegaram já ter realizado strip-tease em frente a uma webcam. Quando falamos do aparelho celular em si temos estatísticas bem interessantes também: menos da metade dos jovens belgas usa seu telefone celular para, efetivamente, ligar para alguém; no Reino Unido, 60% querem ter mais opções de chat em seu aparelho; 68% dos jovens espanhóis tiram fotografias de si mesmos em seus celulares e 28% deles as enviam para alguém. É um fato: a conectividade é a principal tendência da juventude européia hoje - e da mundial amanhã. Vamos considerar este cenário.
Segundo John, os mobile sites de hoje em dia são apenas páginas da internet com menos funcionalidade, conteúdo e formas de navegar por este escasso conteúdo - ou seja, menos tudo. Versões "móveis" de sites grandes (tanto em porte quanto em extensão territorial de relevância, digamos assim), são necessários, é claro, mas eles só oferecem a mesma internet "velha", sem o principalmente fator que caracteriza a internet móvel: o contexto. O local, este sim, é o fator constituinte desta nova forma de internet; o fator contextual é a principal mudança de quando acessamos a internet parados, concentrados em nosso computador, para quando o fazemos a partir de um aparelho celular. A mobilidade afeta a tal ponto nossas vidas que muda a nossa própria concepção de espaço - o problema é que isso não é perfeitamente compreendido, ainda.
Como observamos acima, com o apoio das estatísticas, os jovens já desenvolvem usos para essa contextualidade - não só eles mais a grande maioria dos usuários de dispositivos móveis. Se percebemos perfeitamente que são duas formas distintas de internet, porque dar aos usuários a mesma coisa? Essa é a pergunta de Pettengill; e, colocando a coisa toda em nossa área de interesse, a minha pergunta é: porque não nos apropriar destes usos para fazer publicidade de forma mais relevante? Talvez mais contextual e mais interativa...
Com isso em vista - e inspirado pelas reflexões do Leonardo Xavier sobre a pontomobi e o que ela faz, no blog Mobilizado - vamos pensar (mais e) melhor sobre mobile marketing. O que é mobile marketing? Parece bastante óbvio: é desenvolver estratégias de marketing especialmente para serem aplicadas em aparelhos celulares; mas, talvez, a questão não seja tão simples assim. Partindo do conceito que o "celular é meio. E como meio, pode ser pensado em 2 grandes frentes: (1) meio de conexão entre marca e consumidor e (2) meio de concentração de audiência." Xavier culmina na conclusão de que ele é um "tradutor das melhores ferramentas e possibilidades do mundo mobile para os objetivos de comunicação e marketing das agências e seus clientes".
Desta forma, se o mobile marketing tem o aparelho celular como um "meio" (ainda que essa concepção seja bastante discutível, mas vamos adotá-la como maneira simplória de analisar a situação) e o acesso à internet (movel) é a maior perspectiva futura para o aparelho, devemos pensar em iniciativas de um "mobile" marketing que agora também deve englobar a produção de "interatividades no meio celular" a partir da internet móvel.
Um hacker francês que se identifica como ‘Hacker Croll’ afirmou na semana passada, em um fórum on-line, ter invadido sistema administrativo do Twitter. Isso lhe daria acesso a todas as contas do serviço do microblog -- no site há diversas pessoas famosas, como Barack Obama, Britney Spears, Ashton Kutcher e Lily Allen.Em um post publicado no blog oficial do Twitter, Biz Stone, um dos fundadores do site, confirmou o acesso não-autorizado. “Nossas investigações iniciais indicam que nenhuma informação das contas foi alterada ou removida. No entanto, descobrimos que dez contas foram visualizadas durante o acesso”, afirmou no texto divulgado na quinta-feira (30).“Os dados pessoais que podem ter sido vistos são endereço de e-mail e número de telefone celular [se estivesse associado à conta]. As senhas não foram reveladas nem alteradas, e as mensagens pessoais não foram vistas.”Segundo a empresa de segurança Sophos, o hacker disse ter ganho acesso ao sistema interno de administração do Twitter depois de invadir o Yahoo de Jason Goldman, diretor do serviço de microblog, e roubar seus dados de login referentes ao Twitter. A primeira praga liberada pelo hacker fazia com que os perfis infectados espalhassem um link que direcionava os internautas ao site Stalk Daily. O segundo código malicioso atacou depois de o Twitter divulgar uma mensagem dizendo que já tinha tomado as medidas para consertar as falhas – neste último caso, os perfis contaminados distribuíam, involuntariamente, mensagens como “Mikkey is done” (“Mikkey já acabou”) e “Twitter please fix this, regards Mikeyy” (“Twitter, por favor conserte isso, atenciosamente Mikeyy”).
Como muitos pensadores do consumo, Sut Jhally coloca a contraposição entre valor de uso e valor de troca: A valoração dos objetos não se dá por causa dos atributos que ele possui e sim de uma produçãohumana de sentido sobre estes objetos. O segundo seria um valor, digamos, que “virtual” – a exemplo do caráter socialmente inclusivo de uma roupa Gucci, entre indivíduos de classe média-alta – enquanto o primeiro é “real” – como o simples exemplo da funcionalidade de uma cadeira que, sem ela, não teria valor.
De acordo com o pensamento de Baudrillard, o ato de consumir, não se resume a uma prática material - como é consenso na área. Ele não acontece pela simples utilização de uma mercadoria por seu caráter funcional: esta mercadoria é apenas um objeto-símbolo. Na lógica do sistema capitalista de produção, o verdadeiro sentido do consumo é apropriar-se da carga semântica intrínseca àquele bem de consumo, é a aquisição da conotação social que este possui em si. Uma carga semântica, uma conotação social, um status quo, que não pode ser adquirido de nenhum outro jeito senão a partir da compra, do consumo, da exibição daquele produto (BAUDRILLARD, 1989). Essa é a lógica do consumismo. Baudrillard discute este processo de ressemantização da mercadoria:
Reunimo-nos aqui, quanto a seu resultado, à lógica formal da mercadoria analisada por Marx: assim como as necessidades, os sentimentos, a cultura, o saber, todas as forças próprias do homem acham-se integradas como mercadoria na ordem de produção e se materializam em forças produtivas para serem vendidas, hoje em dia todos os desejos, os projetos, as exigências, todas as paixões e todas e todas as relações abstratizam-se (e se materializam) em signos e em objetos para serem compradas e consumidas. (1989, p. 207)
Eu até compreendendo o pensamento de Baudrillard, já concordar... só em partes.
Referências Bibliográficas: BAUDRILLARD, Jean. O sistema dos objetos. São Paulo: Perspectiva, 1989. BAUDRILLARD, Jean. A Sociedade de Consumo. Tradução de Artur Morão. Rio de Janeiro: Elfos, 1995. JHALLY, Sut. O feiticismo das mercadorias: marxismo, antropologia, psicanálise. In: Os códigos da Publicidade. 1.ed. Lisboa: Edições Asa, 1995.
Como mulher, brasileira e, especialmente, baiana, me senti ofendida quando, num belo dia de sol, às vésperas do início do carnaval de Salvador, em 2008, me deparei com este outdoor em Lauro de Freitas, mais especificamente na saída do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães: Bem-Vindo à Beijópolis! Na peça publicitária, um desenho de um trio elétrico com cantores de axé, segurando latinhas de Skol.
Ora, veja bem. Eu nunca cheguei no Rio de Janeiro e fui recebida com um cartaz escrito "Bem-Vindo à Cidade das Balas-Perdidas", nem, muito menos, fui recebida em Miami com uma placa "Bem-Vindo à Ilegalópolis". Mesmo todo mundo sabendo que, de fato, o Rio de Janeiro pode ser perigoso, se você não sabe por anda e, Miami, tem um dos maiores índices de estrangeiros ilegais dos Estados Unidos.
Não vem ao caso discutir se, no carnaval de Salvador, existe ou não um culto à libertinagem e tudo se torna permitido. O fato é que, nenhum publicitário tem o direito de utilizar o espaço público de uma cidade para rotular todas as pessoas e todas as práticas do lugar, de forma homogênea, como se naquele lugar, todo mundo pudesse beijar todo mundo e as pessoas pudessem ficar à vontade para se render aos prazeres de Beijópolis - no caso, Salvador.
Não é preciso dizer que a infeliz propaganda - que pode passar despercebida aos olhos de alguns - legitima o turismo sexual (que todos sabem que aumenta muito no período do verão baiano), na medida em que, por "Beijopólis", se entende que esta é a "Cidade dos Beijos" e, para "Sexópolis" é apenas um pulo; ou uma questão de algumas latinhas de cerveja a mais.
E para quem achar que eu fiz uma leitura exagerada do texto publicitário da Skol, não se espante se algum turista animadinho (afinal ele gastou uma nota para vir à tal Beijópolis) passar a mão na bunda de sua namorada - com o maior ar de razão -, ou agarrar sua irmã à força quando ela estiver pulando ao som de Ivete Sangalo.
Quando pensamos em Mobile Marketing pensamos instantaneamente em aparelhos celulares.
Mas percebam que está escrito Mobile, não Cellphone Marketing.
A agência Lukas Lindemann Rosinski, de Hamburgo, sabe definir muito bem este termo. A fim de divulgar efetivamente o produto de sua cliente, a GermanWings, foi desenvolvida uma solução muito inovadora e específica: os pacotes de viagem promocionais da empresa foram anunciados utilizando o suporte a tecnologia WiFi de determinados aeroportos. A partir de banners? E-mails? Pop-ups? Não, se assim fosse isso não estaria sendo relatado aqui. O "como" é a melhor parte: ao buscar uma rede WiFi para se conectar, ao invés de serem apresentadas aos passageiros opções (convencionais, digamos) como "Aeroporto" - assim como nomeamos as rede de nossas casas sempre de "Casa" - apareciam conexões com nomes de ofertas da GermanWings e, ao selecionarem uma dessas opções, são levados à página daquela determinada oferta - antes que perguntem, a partir dela os usuários podem navegar livremente. Simples, (relativamente) barato e muito inteligente.
Chamou a atenção? Para os internautas de plantão - que não são poucos - chamou mais atenção do que um avião escrevendo a mesma mensagem com fumaça no céu o faria.
Será que a partir de dezembro, com doze grandes aeroportos brasileiros oferecendo internet sem fio (gratuita), podemos começar a pensar em iniciativas neste sentido? Ou será que os "pobrecitários" vão preferir continuar restringindo o termo "Mobile Marketing" ao envio de mensagens SMS, à colocação de um banner num joguinho em Java ou à transferência de panfletos via bluetooth?
Se podemos nos utilizar cada vez mais do potencial das tecnologias móveis e do seu caráter altamente individualizado, por que não fazê-lo?
A atitude de marca é a interação que ocorre entre a marca e seu público estratégico. Por isso, podemos dizer que é extremamente importante na tentativa de aliar a prática ao discurso e na ampliação da credibilidade e da relevância das empresas.
A atitude de marca se dá no âmbito afetivo, logo, fora do que poderíamos considerar como pertencente ao produto ou serviço. Para concretizar o que é proposto por ela, é necessário utilizar ao menos uma dessas cinco maneiras: valorizar a marca, associando-a simbolicamente a um produto; se relacionar com os públicos estratégicos; implantar a endocomunicação; investir com objetivo nos resultados comerciais e preocupar-se com a reputação da cidadania.
O marketing de atitude tem crescido nos últimos anos devido aos desgastes dos meios convencionais de comunicação. A 5ª Pesquisa Comunicação por Atitude nos mostra que 18% do orçamento em comunicação das empresas é investido em atitude de marca.
Um profissional que atua na área de Comunicação deve estar atento a esta novidade. Afinal, é crescente o número de empresas que utilizam a atitude de marca para dar credibilidade ao seu negócio. Ainda segundo Yacoff Sarkovas, presidente da Significa, uma marca não se sustenta mais só com publicidade. Hoje não basta mais falar, é preciso agir.
Uma das primeiras aulas desta disciplina tratou sobre a importância da construção de uma marca para as empresas. Como em qualquer discussão sobre a força e a importância da marca, os exemplos se restringiram a empresas consagradas e com grande brand equity: Natura, Vale, Braskem...
Navegando pela internet, encontrei o blog da exame para pequenos e médios empresários. Achei muito bacana o fato de, desde março, haver um espaço para que os empresários mandem os logos de suas empresas para análise da audiência.
Para companhias de pequeno porte, muitas vezes é impossível fazer os investimentos necessários para a consolidação de uma marca. Esse espaço para uma "gestão colaborativa" é uma inciativa interessante para esclarecer dúvidas que esses empreendedores muitas vezes não teriam com que tirar.